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O encanto dos 50…

Sempre me relacionei com pessoas mais jovens que eu e não se trata de preferência. As coisas aconteceram assim na minha vida amorosa e ponto. Mas hoje me deparei com a sedução dos 50 anos. Além de madura por fora, com algumas rugas e um certo ar superior (de quem sabe das coisas sem fazer muita força), tal sedução te pega pela mão com a segurança de quem já percorreu boa parte da estrada. Não fiquei em crise com 20, 30 ou 40…  me pergunto se vou ficar daqui a alguns anos, aos 50. Acho que não. Pela prova que tive pela manhã, um intenso olho no olho e uma vontade louca de esticar o papo, quero estar pronto para também seduzir e revelar minha cota de experiência nesse mundo… assim espero!

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Não basta só amar…

As coisas mudam. Muitas vezes você alimenta a fantasia (geralmente com belas imagens em technicolor), convive anos e anos com ela e depois vê que já não importa mais. Ela se torna gasta, parte do que é reconhecível em você (que sonha sempre com o inusitado). E quando as fantasias se reduzem às pessoas, aos nossos objetos de desejo? Me sinto cada vez mais à vontade com a realidade. Por isso tenho apostado tanto no presente. Maturidade? Prefiro ver como mudança dos ventos… o fato é que meu personagem anda cada vez mais dependente da solidão. E ai de quem achar que isso é o fim de quem ama…

Sobre os finais…

Amigo querido,

ainda não consegui chorar sua morte. Talvez porque não tenha entendido que ela aconteceu. Talvez porque não aprendi a lidar com os finais. Lembro que sempre te dizia isso: sou imaturo pra dor. A passagem do tempo ainda não me deu as chaves para abrir certos cantos escuros que ainda me travam o peito. Uma morte como a sua sempre traz aquelas reflexões urgentes que culminam com: -eu sou feliz? E quando acontece numa virada de ano, a dor pessoal ganha outros tons, estimulando tantas fragilidades.

Você não chegou a conhecer esse espaço. Mas foi tão presente no outro, que a carta de hoje para você tem todo o sentido. E é isso o que nos resta: tentar fazer com que nossa permanência nesse mundo tenha, de fato, sentido!

Curvas e retas

Sim, escrever é um prazer e um desabafo. A chegada de T., em algumas horas, está me deixando tenso (e não há motivos pra isso). Amizade madura taí (“é maduro nosso amor, não moderno. Fruto de alegria e dor, céu-inferno”). Por isso não julgo sua vinda um problema. Os desvãos são todos meus. A curva que toma conta da linha reta. O pior? Não peço compreensão alheia para as minhas incongruências. Sou assim. Ponto.

Muito prazer

Voltar a mergulhar no universo da escrita em plena noite de sábado. É que os domingos ainda são misteriosos pra mim. Dia de silêncio e certa reverência. Hoje também foi um dia atípico. Nublado com chuva, em Macondo. E tudo fica tão estranho em dias assim. A madrugada teve companhia. Um par de olhos muito negros e uma vontade de eternidade. Desejo que não dura um dia. Me prometo voltar. Escrever e escrever, sem amarras ou compromissos. Puro prazer…