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Archive for março \13\UTC 2010

“Quem é você?”

Começo com a indagação da lagarta para Alice, pq hoje sei que não queria ser outra pessoa. Eu quero outras vidas, mas sendo exatamente quem sou. É complicado tomar uma poção mágica e ser imediatamente reduzido ou aumentado em muito de tamanho… nossas alucinações tão reais. Mas saber quem é faz toda a diferença. Olhar no espelho e ver algo além amplia sua capacidade de análise sobre si mesmo. Nos encaminha aos outros mundos. Que estão dentro. Não signfica que gosto de mim o tempo todo. Muitas vezes me odeio por quase um segundo, mas depois me amo mais, parodiando o pop dos 80… não sei ser diferente do que sou. Mas detesto o cotidiano, a repetição, os mesmos erros e acertos. Por isso essa necessidade danada e esse mal estar permanente e essa incapacidade de lidar com os limites. Eu nunca quis ficar com os pés no chão.

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Talvez seja real II

Mais uma vez o meu lado esquerdo da cama está tomado por livros e revistas. O iPod estacionou nas mesmas músicas e não tenho vontade alguma de acompanhar nada na televisão. Na cabeceira, caneca com chá de maçã com canela, maracujá… erva-cidreira. O telefone não toca (ou pelo menos não ouço do outro lado da linha a voz que eu queria) e as fantasias se multiplicam feito praga em plantação. Me apaixono até por fotografia.  Penso em casamento justamente no momento em que tô mais sozinho. E resisto. Resisto bravamente ao pensamento fácil de abandonar tudo de novo. Meu ap tão querido, minha família tão instável (mas tão minha) e Macondo. Não. Ainda não me sinto bem aqui. Mas será que, atualmente, eu me sentiria bem em algum lugar???

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Talvez seja real

E aí não dá pra inventar uma história de amor. Fazer de conta que está apaixonado só pra preencher vazios. Não cola. Os personagens surgem e somem com a mesma rapidez e facilidade. A verdade é que hoje, esse mês, esse ano, eu queria cultivar algo concreto e não apenas memórias. Queria que algo mudasse de fato. Voltar a ser dois, sem a irritação de perder a “liberdade”. O problema é que o tempo passa e com ele as exigências aumentam. Em dias como hoje fico mudo. Fico chato. Tento fórmulas. Mas acabo sem saco pra filmes, livros ou canções. Fico insuportável comigo mesmo e alimento todo tipo de desilusão. Penso no fim e lembro como detesto finais. Mas sei que isso passa… assim espero… e aguardo!

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